“Devo, entretanto, Sr. Presidente, desempenhar-me de um
dever de consciência - registrar e agradecer da tribuna do Senado a
colaboração preciosa do Sr. Doutor Guillon Ribeiro, que me acompanhou
nesse trabalho com a maior inteligência, não limitando os seus serviços à
parte material do comum dos revisores, mas, muitas vezes, suprindo até as
desatenções e negligências minhas.”
Como vemos, Guillon Ribeiro recebeu, aos vinte e oito anos
de idade, o maior elogio a que poderia aspirar um escritor, e a Federação
Espírita Brasileira, vinte anos depois, consagrou-lhe o nome, aprovando
unanimemente as suas impecáveis traduções de Kardec. Jornalista emérito,
Guillon Ribeiro foi redator do Jornal do Comércio e colaborador dos
maiores jornais da época. Exerceu, durante anos, o cargo de diretor-geral
da Secretaria do Senado e foi diretor da Federação Espírita Brasileira, no
decurso de 26 anos consecutivos, tendo traduzido, ainda, O Evangelho
segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, A Gênese e Obras Póstumas,
todos de Kardec.

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